segunda-feira, 28 de junho de 2010

Blog na Revista São Paulo, da FolhaSP

Na última semana fui procurado, através de email, pela jornalista Gabriela Longman da revista São Paulo, publicação que sai aos domingos junto com o jornal Folha de SP. Conversamos por algum tempo sobre a cidade de São Paulo e este blog que é meu hobby.
É gostoso a gente ter um certo reconhecimento por algo que não é simplesmente um passatempo, mas um alerta para que se preserve um pouco da história arquitetônica da cidade.
Resta lembrar aos órgãos competentes que além da minha pessoa, existem outras fazendo trabalhos paralelos a este e que juntos com algumas ONGs, Associação de Moradores, etc. estamos de olho no que acontece nesta cidade.


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7 comentários:

Anônimo disse...

Ao ler o artigo sobre o seu “hobby”, que é um trabalho e tanto, lembrei-me de um trecho de um texto de Hobsbawm (na obra O Mundo depois da queda).

“A barbárie (...) é antes um subproduto da vida num contexto social e histórico particular (...) A expressão “street wise”, ao indicar a atual adaptação das pessoas à vida numa sociedade sem as regras da civilização retrata bem o que quero dizer. Ao compreender a expressão, todos nós nos adaptamos a viver numa sociedade que, pelos padrões de nossos avós ou pais é incivilizada. Nós nos acostumamos a isso. Não quero dizer que ainda não podemos ficar chocados com este ou aquele exemplo. Ao contrário, ficar periodicamente chocado com alguma coisa horrorosamente fora do comum faz parte da experiência: ajuda a ocultar o quanto nos tornamos acostumados à normalidade do que nossos pais teriam considerado uma vida sob condições desumanas”.
(Hobsbawm,1995. Paz e Terra)


Acho que o seu trabalho desnuda o quanto nos acostumamos com a barbárie cotidiana, de tal forma que a demolição de nossa história arquitetônica parece um evento “natural”, inexorável de nossa “metropolização”.
Por favor, continue “nos chocando e impactando nosso olhar”.

sulapiesan disse...

Parabéns, Hélio. Vc merece essa projeção, pois seu trabalho é sério e competente.

Jorge Luis Stocker Jr. disse...

Parabéns!
Teu trabalho é importante, assim como o retorno dos que se sensibilizaram através dele.

As mudanças começam assim! A mentalidade precisa mudar e pra isso, é preciso colocar o dedo na ferida MESMO, como tens feito, e divulgar aquilo que todos "enxergam" no dia a dia mas poucos param pra refletir.

Valesca E. Braga disse...

Ola Hélio
Fiquei feliz em ver essa reportagem no jornal sobre este belo trabalho.
Desejo mais sucesso e que o blog possa continuar a divulgar aquilo que as vezes se esconde por entre a tal "modernidade" mas que merecer ser preservado.

Abraços!

Valesca Braga
www.clickarteacao.blogspot.com
www.clickarteacao.com.br

Hélio Bertolucci Jr. disse...

Obrigado pessoal pelos comentários. Gostaria de saber, em especial, quem foi o ou a anonimo (a). que escreveu mensagem tão legal. Abraços.

Carlinha disse...

Olá Helio blz??
Venho relatar com tristeza mais um esquartejamento que está sendo feito no meu bairro, a Mooca, ultimamante meu bairro está sendo sendo dilacerado pelo mercado imobiliário, só que desta vez eles foram longe demais. Atacaram o NINHO JARDIM CONDESSA MARINA CRESPI, o prédio faz parte do complexo de predial do Conifício Crespi, que hoje abriga o Hipermerdado Extra, seus depósitos, o estoque do Armarinhos Fernando (vizinho ao mercado)e em frente ocupando o restante do depósito,o próprio Armarinhos.

O prédio sempre foi destinado a educação, no princípio a creche para os filhos de funcionários da empresa Crespi, depois, o andar superior abrigou o Instituto Pedagógico Maria Montessori e no piso inferior a Creche da Prefeitura, que levava o nome do prédio.Por fim foi a Escola Técnica Meta.
Os moradores da região mobiizaram-se sobre a interditação de mais um monumento que conta a história de São Paulo, especialmente da Mooca.
Mas pelo visto o resultado não foi muito favorável à presenvação da escola.

Fico mais triste, pois não só estudei, como trabalhei lá no ano de 1997 e com isso sinto que um pedaço de mim está sendo demolido junto.

Obrigada pela atenção
Carla

Hélio Bertolucci Jr. disse...

Carla,

É uma pena o que estão fazendo com a Mooca, aliás, com muitos bairros como o Tatuapé e o Belém, entre outros.

O que você diz neste comentário saiu na imprensa e espero que os órgãos - Conpresp e Condephaat, tomem alguma atitude para preservação do imóvel.

Eu conheço bem este imóvel que comentou pois morando no Tatuapé, antigamente tomava o trólebus Silvio Romero-Sé e passava sempre na porta desta Escola.

Qualquer novidade volte a escrever aqui no blog.

Abraços,