sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Fármacia Bela Vista


 Imagem: Google Street View

Depois de 74 anos funcionando na esquina das ruas Augusta e Peixoto Gomide, mais uma farmácia familiar é fechada.

Comprada em 1937 pela família Toledo, ali nasceu Milton que brincava entre as fórmulas de seu pai e sua casa que ficava no mesmo terreno.  A fármacia sempre funcionou entre 8 e 22 horas e mesmo após fechada muitos clientes eram atendidos pela janela, nos idos da década de 1940.

Em 1951 foi contratado o manipulador de fórmulas Amaury Barbosa que acabou casando com Maria Gláucia, filha do Sr. Ernesto Toledo.

A farmácia acompanhou toda a história e desenvolvimento da Rua Augusta. O sobre e desce dos bondes, tantos os abertos quanto os "camarões" que em 1952 foram substituidos pelos trólebus. Viveu também os tempos de glamour das décadas de 1960 e 1970 e a decadência dos anos 1990.

Toda a edificação será demolida e no lugar surgirá um conjunto de salas.Visitando a região pelo Google Street View observamos que existem três imóveis antigos, vizinhos a farmácia e com certeza todos eles serão demolidos.

É o pequeno comerciante sendo engolido pelas grandes Redes.



Súmula do jornal Gazzetta D'Italia, setembro de 2011

4 comentários:

Doralice Araújo disse...

Sempre que é possível, prezado Hélio,faço registros das antigas edificações encontradas nas ruas de Curitiba; quando apontam novas construções fico imaginando os motivos para a demolição desse tipo de casario.


O prédio que abrigou por tanto tempo a farmácia em destaque logo será substituido por outro, de linhas arquitetônicas diferentes. Ainda bem que há quem lute para que os antigos prédios não sejam demolidos em razão da ganância imobiliária.

Posso fazer muito pouco, mas reter na memória fotográfica as antigas construções alivia um pouco o remorso coletivo de vê-las desaparecer, sem que eu pudesse ter feito quase absolutamente nada.

Quantas histórias conservam prédios tais como o da Farmácia Bela Vista? Você já imaginou?

Mey...sacerdotisa da Lua disse...

Olá hélio, meu nome é Meire e compartilho com vc a tristeza de ver São Paulo esquecida. É triste ver nossa história paulistana se perdendo, sendo demolida. Recentemente participei de um curso sobre SP que se chama: São Paulo, caras e vozes da megacidade, ministrado pelas professoras Glória Kok e Yara Carmona, que me fez resgatar a minha história particular com a cidade, tenho muitas fotos caso se interesse...Grata, Meire
meycarvalho@hotmail.com

Hélio Bertolucci Jr. disse...

Doralice,

Eu também só protesto através de meu blog. É muito dificil como mero cidadão convencer os órgãos de preservação. Eles sempre dizem - na sua grande maioria-, "isso não tem valor histórico".

Hélio Bertolucci Jr. disse...

Meire,
Obrigado pelo comentário e pela visita ao blog.